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105 anos ao serviço dos gondomarenses
A festa que decorreu num tom associativo e  íntimo teve lugar no rés-do-chão da nova sede e contou com a presença  de dezenas de elementos e parceiros empresariais da  ACIG.
Visivelmente orgulhoso pela obra que impulsionou, o presidente da ACIG  optou este ano por mostrar aos restantes elementos da direcção e a alguns associados e parceiros o avançado estado de conclusão das novas instalações comprovando desta forma todo o empenhamento, investimento,  capacidade de iniciativa e coragem da actual direcção em prol dos empresários de Gondomar. Nada melhor do que uma perspectiva do futuro para comemorar condignamente o passado.
Assim sendo, ainda antes do jantar agendado para a 20h00, Graciano Martinho liderou a comitiva pelas novas instalações, dando explicações pormenorizadas sobre cada divisão, qual a sua função futura e previsões de conclusão.
O pequeno exercício físico a que a visita pelos três pisos do complexo abriu entretanto o apetite dos convivas que foram então devidamente encaminhados para o piso térreo onde foi instalada especialmente para a ocasião uma grande sala de jantar.
À chegada os visitantes foram recebido com alguns acordes do Grupo de Fados de Penafiel, expressamente convidado para o efeito com  o objectivo de proporcionar aos presentes uma noite memorável. E efectivamente assim foi. Não tanto pela interpretação dos três fadistas que compõem o grupo de seis músicos de Penafiel, mas pela intervenção do próprio presidente Graciano Martinho que, como já vem sendo hábito, marcou o seu discurso pela paixão, ousadia e especial acutilância com que abordou e até desmascarou os problemas enfrentados pela ACIG, tanto ao nível externo como interno.
Foi aliás neste ultimo ponto  que o líder desta associação centenária mais "partiu a loiça" revelando que  relativamente a ex-elementos da Direcção da ACIG, "aqui e ali, foram-se abrindo as portas àqueles que quiseram sair, pelos mais variados motivos apresentados, desde questões particulares ou familiares, aos incomodados pelo êxito da minha governação, ou aos temerosos pelo possível insucesso que pudesse vir a resultar do ritmo acelerado imprimido.
Não aceitei a responsabilidade de gerir a ACIG para deixar a coisa rolar e ficar à espera da sorte. É o meu ritmo. Foi uma pena, hoje, pelo meu conhecimento pessoal de todos esses, não poder ter a meu lado um ou dois deles. Os restantes, sinceramente, não deixam saudades".
Mas o dirigente não se ficou por aqui. Um pouco à frente no seu discurso, quando abordou a necessidade de se reconhecer o trabalho empenhado dos dirigentes que se dedicam diariamente à ACIG, Graciano Martinho voltou novamente à carga alertando o presidente da Mesa da Assembleia Geral - Luís Aguiar - para o facto de que "V.a Ex.a não tem dado grande valor aos meus temores. Fique sabendo que a golpada está à porta, que andam para aí uns meninos que pensam ser esta casa uma mina de ouro, que se movimentam e que com as suas posições e afirmações, contra a ACIG e o seu presidente da Direcção, nada mais merecem que a expulsão do nosso seio, aliás de acordo com os estatutos. Não pode querer agradar a gregos e a troianos".
Continuou dizendo que "não fique com a ideia de que quero arrumar possíveis adversários, porque se disposto, não tenho nenhum receio de os enfrentar em acto eleitoral. Sabe bem disso".
Muitas outras críticas foram feitas pelo presidente da ACIG, pelo que se aconselha à leitura na íntegra o discurso de Graciano Martinho (disposto em coluna na página seguinte). Para além de um excelente exercício de leitura será também uma forma de se inteirar da preocupação que assola o líder da ACIG pelo estado do associativismo gondomarense.
Mas antes será de realçar a reacção de Luís Aguiar aos apelos do presidente da direcção: "Quanto a agradar a gregos e a troianos... o presidente de Mesa não tem de estar contra ninguém salvo se puser em causa o bom nome da associação. Quanto à diferença de opinião temos de a respeitar. No entanto, como a minha missão é fazer com que se cumpram os estatutos, quando alguém entender que se que deve propor a expulsão de um associado, deverá apresentar essa proposta junto da Mesa de Assembleia, para que seja então convocada uma reunião geral onde a pessoa visada se possa defender porque a isso tem direito".
Quanto à alteração de estatutos, o líder máximo da Mesa recordou que "já quando foi na tomada de posse dos dirigentes desta associação eu disse que estava aberto a uma possível alteração dos estatutos mas sempre depois de devidamente estudados e analisados pelo nosso departamento jurídico. Uma vez isto concluído será então convocada uma assembleia geral porque quem aprova os estatutos são os associados. Por isso, quando o senhor presidente assim o entender, estou na disposição de convocar essa uma assembleia geral com esse sentido".
Depois de esclarecer estes dois pontos algo sensíveis para a associação, Luís Aguiar aproveitou todos os momentos para elogiar profusamente o trabalho desenvolvido por Graciano Martinho: "Tal como Tomás Barbosa Leão e Manuel Marques da Silva, pessoas emblemáticas desta associação que deixaram para as gerações vindouras obra feita, também Graciano Martinho será lembrado como o homem que deu alma à nova sede da ACIG. Teve a ajuda dos restantes elementos da direcção é certo, mas sem a sua coragem e sem a sua visão estratégica do futuro, esta  nova sede nunca passaria do papel. É por isso que trabalhar na sua equipa me dá prazer e orgulho, porque daqui a 100 anos alguém recordará esta grande obra e que quem a liderou foi Graciano Martinho.

in: Gondomar Económico ed. 15 Setembro 2006
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