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ACIG e Câmara ganham batalha a favor do comércio
tradicional
Depois
de mais dum mês de duras e difíceis provações,
eis que o comércio tradicional de Gondomar saiu novamente vitorioso
contra a implantação de uma grande superfície
em Gondomar.
Os comerciantes gondomarenses podem finalmente respirar de alívio.
O projecto de implantação do “Intermarché”
na freguesia de Fânzeres foi finalmente chumbado. A resolução
foi tomada em reunião da Comissão Municipal, na passada
segunda-feira, dia 15 de Maio, na Direcção Regional
de Economia do Norte, no Porto, após a votação
das entidades presentes: Câmara Municipal, Assembleia Municipal,
ACIG e Ministério da Economia.
Três contra um foi o resultado do escrutíneo que não
contou com o voto da Deco, por ausência do seu representante,
tendo o Ministério da Economia votado a favor. Posto isto,
é de realçar que a união entre a associação
comercial e a autarquia voltou uma vez mais a adiar a “invasão”
de grandes superfícies no concelho de Gondomar.
A satisfação
do dever cumprido
Visivelmente satisfeito com mais esta vitória em nome do comércio
local e da associação comercial e industrial que representa,
Graciano Martinho, vê assim reforçada a sua posição
líder perante os comerciantes e a ACIG, sobretudo depois de
ter “virado a casa do avesso”, convocando uma reunião
de eslarecimento com os comerciantes no dia 19 de Abril e defendido
com unhas e dentes a sua postura na reunião da Assembleia Municipal,
da qual é membro, no dia 27 desse mês.
O resultado de tal empenhamento está à vista de todos
e Graciano Martinho pode finalmente “dormir descansado”.
Mas tal não significa que o dirigente vá esmorecer os
seus esforços no impedimento de situações futuras
semelhantes “porque o futuro das pequenas e micro-empresas de
Gondomar vai continuar sempre na corda bamba face a um cenário
de falência” - alertou. Mas “valeu a pena tanto
esforço” - confidenciou com um sorriso largo - não
esquecendo o papel absolutamente fulcral da edilidade no culminar
favorável de todo este processo: “provavelmente já
seria vontade da câmara não aprovar, mas penso que
atitude determinada em defesa do comércio local por parte da
ACIG terá igualmente influenciado os representantes do concelho”
- concluiu.
“Valentim
cumpriu a sua promessa”
“Não tinha dúvidas quanto aos sentimentos do major
Valentim Loureiro que durante a sua carreira como presidente desta
autarquia sempre assumiu a promessa de defender o comércio
local” - afirmou quando questionado se alguma vez tinha duvidado
do voto negativo da edilidade. “O major tem sido comigo uma
pessoa exemplar em termos de trato e de satisfação de
compromissos por isso nem sequer estava a vê-lo a dar o dito
por não dito e a aprovar um projecto que ia lesar tão
profundamente o tecido empresarial local”
O futuro está
nas mãos dos empresários locais
Embora particularmente satisfeito com o momento actual, Graciano Martinho
está já preocupado com o futuro, isto porque “os
comerciantes vão ter de pensar em alternativas porque temos
de evoluir. Por isso mesmo a ACIG está já a organizar-se
para criar uma Comissão de Estudo ou um Observatório
por forma a encontrar, juntamente com os empresários, soluções
de modernização e que impeçam os avanços
futuros das superfícies comerciais de grande dimensão.
Isto porque ao voto negativo da edilidade veio anexada uma condição:
“os comerciantes não vão poder adormecer de maneira
nenhuma”. Isto significa que “se os comerciantes continuarem
de braços cruzados a implantação futura de grandes
superfícies vai ser impossível de contornar” -
avisa o líder da ACIG.
“Vamos
lutar pelo futuro”
O futuro dos empresários e de milhares de famílias gondomarenses
continua assim hipotecado e dependente da sua vontade em lutar contra
a forma das grandes multinacionais. Por isso mesmo - garante Graciano
Martinho - “a ACIG vai procurar mobilizar os comerciantes e
apresentar à edilidade um projecto para o futuro mas para isso
os empresários não se podem ‘fiar na Virgem’
e ficar ‘encostados à sombra da bananeira’ à
espera que a ACIG faça tudo por eles”.
“Ao sabor
do vento”
Efectivamente, um dos grandes obstáculos que Graciano Martinho
tem encontrado ao longo da sua carreira como presidente da Associação
Comercial e Industrial de Gondomar, tem sido o conseguir mobilizar
os associados e os empresários locais. Muitos “ficam
à espera de ver o que acontece e deixam-se ir ao sabor do vento
abdicando do seu direito em ter parte activa nas decisões estruturais
do seu concelho”. Mas Graciano Martinho acredita que com o chumbo
do Intermarché por influência da ACIG, muitos passarão
a acreditar mais na força da sua associação e
deverão passar a ter uma postura mais interventiva.
Sobre as grandes
superficies
De recordar que juntamente com este projecto do Intermarché,
outras grandes superfícies estiveram à mesa de reuniões
e sujeitas a avaliação, tendo o Pingo Doce de Valbom
sido chumbado e o Pingo Doce de S. Pedro da Cova aprovado.
“Eventualmente para o pequeno comerciante de S. Cosme o ideal
seria não ter sido aprovado este supermercado, mas sou da opinião
que aquela freguesia se encontra carente deste género de equipamentos”
- explica.
in: Gondomar Económico ed. 2006-05-20 |
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