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Assembleia geral da ACIG “acalorada”
Realizou-se no passado dia dia 30 de Março pelas 21h30 mais uma assembleia geral da ACIG que, como já vem sendo hábito, decorreu, uma vez mais, de forma algo tumultuosa. Não que o Balanço e Contas da Gerência tivessem de alguma forma suscitado dúvidas junto dos associados que se deslocaram até à sede daquele grémio para as fazer aprovar ou desaprovar, mas  sim porque um dos associados, de nome Rocha, decidiu contestar os documentos contabilísticos apresentados, alegando existirem demasiadas despesas  para o número de funcionários actualmente existentes.
O presidente da ACIG, Graciano Martinho, não gostou  e acabou mesmo por se exaltar enquanto apresentava as razões de existir “um milhão de euros em cima da mesa”. Tal facto, alegou, é mais do que comprovativo do bom trabalho realizado pela ACIG e pelos seus funcionários, pelo que, perante um saldo tão positivo, não poderia sustentar acusações de excesso de gastos com pessoal.
Visivelmente irritado, Graciano Martinho aproveitou o tempo de antena para revelar aos presentes o monstruoso volume de investimentos realizados pela ACIG ao longo do último ano, focalizando sobretudo a construção da nova sede da associação, um edificio que, até à data, obrigou a um pagamento de cerca de 350 mil euros, pagamentos esses que estão integralmente feitos. Ou seja, de acordo com o representante da ACIG, quando esta obra estiver concluída, “até a tijoleira em que os associados irão pisar estará integralmente paga”.
Antes de ser dada por encerrada, foi então aprovado Balanço e as Contas de Gerência, assim como um voto de louvor aos funcionários, que ao serviço da instituição, prestaram o seu trabalho com dedicação.
Alguns dias após este encontro de associados, eis que Graciano Martinho, finalmente mais calmo, faz um apanhado da assembleia: “o que se passa é que tenho procurado limpar a casa porque considero que os dirigentes associativos que aparecem só para a fotografia, não interessam a ninguém e isso não é bem visto”.
De acordo com o líder tal atitude acarreta consigo algumas inimizades que se reflectem posteriormente nas reuniões gerais: “o que é certo é que hoje esta casa é considerada a nível nacional como a mais bem organizada de sempre” - conclui.
Hoje, Graciano Martinho, é um dirigente satisfeito porque “não tenho dúvidas que daqui para a frente a associação vai funcionar em pleno”.
Relembrando que até há pouco tempo atrás, a ACIG não  possuia uma posição vincada no concelho de Gondomar, “e que hoje onde quer que os seus associados se apresentem são sempre referenciados como pertencendo a uma associação dinâmica, Graciano Martinho revela que a ACIG vai associar-se dentro em breve a órgãos de cúpula, como é o caso da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal - CCP.
A partir do momento em que ocorrer esta ligação, a ACIG irá passar a possuir um contacto mais directo com os organismos governamentais e como tal possuir uma voz activa nas decisões referentes ao sector empresarial. “Penso que se estivermos integrados nesta confederação vamso ter muita informação, muito esclarecimento e até teremos um intermediário ao mais alto nível para defender os nossos interesses” - refere.
Esta é apenas uma das muitas mudanças que a ACIG está viver mas efectivamente - reconhece - a grande limpeza em termos de recursos humanos foi a mais significativa. Até porque “agora temos nos nossos ombros uma grande responsabilidade que é a de bem servir os empresários de Gondomar quando passarmos para a nossa nova sede. Mal seria termos um prédio monumental e continuarmos a apresentar mesmos serviços que tínhamos há anos. Houve necessidade de ganhar algum tempo para o pessoal ganhar novos hábitos e adquirir o traquejo necessário para bem servir os gondomarenses.
Verifica-se então um esforço por parte da actual direcção da ACIG na profissionalização dos seus funcionários, razão pela qual alguns terão também abandonado o barco - aventa o dirigente que acredita piamente terem passado pela ACIG algumas pessoas aproveitadoras da sua postura como “administrador sério e empenhado em levar a ACIG para a frente, mas talvez tenha  sido exactamente por esses mesmos traços que elas acabaram por desistir e se afastaram da associação”- conclui.

in: Gondomar Económico ed. de 20 de Abril de 2006
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