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Projecto de modernização do comércio explicada aos associados
O ModCom, lançado havia escassos dias pelo Ministério da Economia,
foi apresentado em Gondomar, aos empresários pertencentes à Associação
Comercial e Industrial de Gondomar (ACIG). "Este programa será uma
das últimas oportunidades para se conseguir que alguns comerciantes
possam aproveitar algumas verbas para dinamizar os seus negócios
e melhorar o aspecto geral dos seus estabelecimentos", afirmou o
presidente da instituição dirigindo-se aos muitos empresários que
compareceram na sede da ACIG.
A sala de reuniões da ACIG foi demasiado pequena para tantos empresários
interessados em conhecer melhor o novo programa de Modernização
do Comércio. Graciano Martinho justificou a exiguidade do espaço
com a necessidade da ACIG ter um "auditório maior", situação que
deverá ficar resolvida aquando da inauguração do novo edifício-sede,
actualmente em construção, em Gondomar, entre os edifícios do tribunal
e do centro de emprego. Esse novo edifício, quando estiver concluído,
"vai valer mais de três milhões de euros", afirmou o presidente
da associação perante as cerca de duas centenas de empresários ali
presentes. Se tudo correr como até aqui, Graciano Martinho considera
que os associados já poderão entrar na nova sede no último trimestre
de 2006. "Foram cinco anos de luta para conseguirmos os apoios para
a construção da sede", afirmou o dirigente. "Destes três milhões
de euros, se calhar falta-nos só uma côdeazinha para, quando entrarmos
na sede, ela estar completamente paga", acrescentou, garantindo
que, no final de 2006, a construção do edifício deverá estar concluída
e totalmente paga. "Não sei se isto foi algum feito importante que
a actual direcção fez em prol do empresariado do concelho, bem sei
que tivemos muitas pessoas do nosso lado, desde o senhor presidente
da Câmara", que ofereceu o terreno e um subsídio de 250 mil euros
para a construção, como um apoio de 50 por cento para um projecto
então orçado em 900 mil euros. A direcção entregou, segundo revelou
Graciano Martinho, toda a formação profissional a desenvolver a
uma empresa do concelho, a realizar-se "de manhã, de tarde e à noite"
no último piso, num espaço com cerca de 500 metros quadrados, em
troca de 150 mil euros mais um valor por cada hora de formação efectivamente
organizada. A ACIG foi, ainda, buscar à banca uma parte do investimento
necessário, mas já bastante mais baixa do que era inicialmente previsto.
"Começou inicialmente pelo Banco Português de Negócios que nos concedeu
um crédito de 250 mil euros mas, depois, por questões de garantia
- eles queriam o aval dos directores - outro banco apareceu que,
pela credibilidade que a associação lhes merece só necessitou da
subscrição da livrança de 200 mil euros e não necessitou de qualquer
aval", explicou o dirigente. Apesar de estar concedido, Graciano
Martinho ainda espera poder vir a obter essa verba por outros meios
até ao final do ano "para apresentar a sede, na altura da inauguração,
completamente paga". Graciano Martinho mostrou-se pouco satisfeito
com a prestação de serviços aos associados por parte da ACIG. "Não
é falar mal dos funcionários mas não estou satisfeito com a prestação
de serviços aos nossos associados", afirmou. "Vocês são todos empresários
e sabem como é o pessoal, não é como o pessoal de outros tempos,
e eu quero gente que viva, de facto, o movimento associativo, nem
que se tenha de pagar mais", acrescentou. No entanto, "também a
associação não vai ser gerida como o tem sido até esta data". No
futuro, depois de uma proposta de revisão dos estatutos, a ACIG
irá funcionar com "um quadro de dirigentes mais ajustado à realidade
do dia-a-dia do movimento associativo", Segundo Graciano Martinho,
não são necessários "tantos directores, preciso de poucos mas dedicados
à causa e empenhados com disponibilidade para olhar pelo destino
desta casa". A maioria dos serviços passará a ser prestados por
gabinetes especializados nas diferentes áreas, mas "para a associação
vão ficar a custo zero". Só os pareceres mais exigentes ou técnicos
é que serão pagos, embora a valores muito inferiores aos praticados
no mercado. Por outro lado, Graciano Martinho anunciou ir aumentar
as quotas dos associados para auxiliarem a manutenção da futura
estrutura.A apresentação do novo sistema de incentivos coube a Amílcar
Madeira, técnico especializado da empresa Margem, Paula Monteiro,
economista da mesma empresa, Adriano Rodrigues, igualmente economista
e responsável pela empresa Ergomol, tal como a sua irmã, Alexandra
Rodrigues, e Zélia Pereira, contabilista.
in: Gondomar Económico ed. 15/02/2006 |
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