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ACIG dá início a obra de apoio à dinamização
empresarial
A
ACIG avançou com a construção do novo edifício-sede,
num local central e privilegiado. O terreno foi doado pela autarquia,
que atribuiu ainda um subsídio de 250 mil euros. No entanto,
o lançamento desta grande empresa em tempos de crise foi lembrado
por todos, enaltecendo a coragem e a determinação da
Direcção da ACIG, bem como do seu presidente, Graciano
Martinho, sobre os ombros do qual se sustentarão todos os problemas.
A primeira pedra do novo edifício-sede da Associação
Comercial e Industrial de Gondomar (ACIG) foi colocada pelo dirigente
Graciano Martinho e pelo autarca Valentim Loureiro, no passado dia
12 de Setembro. Uma cerimónia realizada no terreno da futura
sede, reunindo algumas dezenas de empresários e individualidades
do concelho de Gondomar.
Na cerimónia foi assinado um protocolo entre a autarquia e
a ACIG, o qual prevê uma comparticipação financeira
de 250 mil euros destinada à construção do edifício,
orçado em 1,2 milhões de euros. Recorde-se que o próprio
terreno foi uma doação da Câmara Municipal aquando
do 100º aniversário da associação que representa
o empresariado de Gondomar.
A meio do discurso de Valentim Loureiro, o presidente da Câmara
entregou a Graciano Martinho um cheque de 20 por cento do valor acordado
para a comparticipação da obra. Enalteceu o espírito
da ACIG em fazer avançar esta obra “em tempo de crise”,
considerando o momento como “oportuno”. “Se o Estado
e as associações que podem manter a actividade económica
em acção, sobretudo a parte da construção,
parassem tudo isto seria muito pior”, disse o autarca. Lembrou
as críticas que se fizeram e fazem à construção
dos dez estádios de futebol, aquando da realização
em Portugal do Campeonato Europeu de Futebol. “Eu sou daqueles
que pensa que se não tivessem existido estas grandes construções,
eventualmente algumas das grandes empresas de construção
teriam já fechado as portas”, disse Valentim Loureiro.
Acrescentou ainda considerar que “o Estado, nas situações
de crise, é o único que pode investir”. Distinguindo
investimento de “gastar dinheiro em gastos correntes”,
o presidente da Câmara de Gondomar afirmou que, por causa desta
obra, a empresa construtora vai poder ter parte dos seus trabalhadores
ocupados e com trabalho. “Em Gondomar, não podemos ser
nós a criar as empresas. Nenhuma Câmara tem esse poder
ou essa obrigação”, disse Valentim Loureiro, mas
garantiu que as autarquias têm a capacidade de “criar
as condições para que os empresários resistam
o mais possível nestas situações de crise”.
Mostrando possuir conhecimento da situação económica
do país, devido “a uma experiência de vida em várias
áreas”, o autarca disse estar poder dentro “dos
problemas que a todos os empresários afectam”, considerando
ser necessário “tomar medidas para que os empresários,
os privados invistam”. No entanto, para que o clima de confiança
retorne, Valentim Loureiro julga ser fundamental que o Governo tome
medidas que permitam esse cenário.
Segundo o presidente da ACIG, este novo edifício vai permitir
“acompanhar a evolução dos tempos e a modernidade”,
permitindo àquela instituição melhorar “a
prestação dos mais variados serviços a todo o
empresariado do concelho, nas áreas relacionadas com as informações
contabilísticas, fiscais, jurídicas, documentais, económicas,
promocionais, de higiene, medicina e segurança no trabalho
e sobre licenciamentos”. Para Graciano Martinho, “este
momento simbólico significa o alicerçar de um futuro
melhor para os empresários de Gondomar, verdadeiros motores
do desenvolvimento da região”.
Graciano Martinho: um homem de coragem
Luís Aguiar, presidente da Mesa da Assembleia-Geral
da ACIG, considerou esta cerimónia “singela” como
o “primeiro dia do início de uma carga de trabalhos para
o presidente Graciano Martinho”. O conhecido empresário
agradeceu a “ajuda generosa da Câmara Municipal, que nos
doou o terreno e que vai comparticipar com uma verba avultada”.
No entanto, e apesar de subsídios estatais que irão
ajudar ao financiamento da obra, “ainda falta muito dinheiro
e só um homem de coragem, com uma visão rasgada do futuro
que acredita que esta associação, que há dias
completou 104 anos, poderá completar mais 100, se metia numa
altura de crise, com associados a desistirem da associação
por cessaram a actividade” nesta empreitada. Acreditando em
Graciano Martinho e na sua capacidade de trabalho e de liderança,
Luís Aguiar confia que “antes do final do mandato procederemos
à inauguração da sede”.
Arrojo da ACIG elogiado
Fernando Costa, da empresa Margem, responsável pela
elaboração do processo de candidatura, afirmou não
estar surpreendido com esta cerimónia. “Conhecendo, como
conheço, já de há muitos anos e uma parceria
que a Margem tem com a associação há cerca de
sete ou oito anos, e conhecendo a direcção e a pessoa
do Sr. Graciano Martinho não me admira nada que ele tenha ao
arrojo de fazer esta obra”. Disse ainda ser um dos poucos projectos
com esta tipologia aprovados no país, apenas possível
devido a “uma parceria forte lavrada entre nós e a associação”.
Descrição
O edifício destinado à nova sede da ACIG está
a ser implementado num lote de terreno com cerca de 1500 metros quadrados
de área, localizado na freguesia de S. Cosme, na rua Padre
Augusto Maia. A Nascente confronta com o Instituto do Emprego e da
Formação Profissional e a Poente com o Tribunal Judicial
de Gondomar. Nas traseiras, a Norte, fica a encosta do Monte Crasto.
Uma localização privilegiada, no coração
da cidade, e a dois passos das principais ruas de comércio
de Gondomar.
A volumetria do edifício e o seu aspecto exterior devem-se
às características do terreno e a uma rampa de acesso
ao tribunal que dificultou o trabalho de arquitectura. Ainda assim,
a harmonia resultante permitiu a criação de uma imagem
moderna, no sentido de fomentar um novo entendimento do lugar e uma
nova urbanidade.
Na cave do edifício ficarão localizados os espaços
de estacionamento para 13 viaturas, bem como alguns espaços
para arrumos. O primeiro piso (rés-do-chão) vai abrigar
o átrio de entrada e a galeria de distribuição,
conducente a uma série de salas, voltadas a Poente, nomeadamente
a secretaria-geral, três gabinetes de gestão e um gabinete
para a Direcção. Na ala Poente do edifício ficará
localizado um auditório com capacidade para 163 lugares sentados,
ocupando uma área global próxima dos 200 metros quadrados,
o qual possui uma sala para tradução simultânea
e uma régie de projecção. O acesso a pessoas
portadoras de deficiência motora foi devidamente salvaguardado.
Os serviços de apoio, como as instalações sanitárias,
a caixa de escadas e os elevadores, foram colocados na ala Nascente.
Junto ao acesso principal ao auditório será instalado
uma cafetaria/bar, que possui um acesso exterior com possibilidade
de colocar uma pequena esplanada quando o tempo assim o permitir.
No segundo piso encontraremos diversas salas destinadas a formação
e outras actividades, bem como um gabinete geral de coordenação.
É neste primeiro andar que será instalado o gabinete
técnico, ou casa das máquinas.
De salientar a preocupação por eliminar quaisquer barreiras
arquitectónicas que impedissem a sua utilização
por pessoas portadoras de deficiências motoras.
in: Gondomar Económico ed. de 16/10/2005 |
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