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Relatório e Contas da ACIG aprovado por unanimidade

O Relatório e Contas relativo ao exercício de 2004 da Associação Comercial e Industrial de Gondomar (ACIG) foi aprovado por unanimidade pelos empresários presentes na Assembleia Geral realizada no passado dia 30 de Março.
Tendo em consideração o ano de crise, a ACIG continua a dar lucros, muito embora os relativos a 2004 tenham sido mais baixos do que era esperado. De qualquer modo, a direcção procurou esclarecer, por intermédio do seu presidente, Graciano Martinho, todas as dúvidas que foram surgindo junto dos associados. Este ano a ACIG optou por apresentar as contas subdivididas de forma a proporcionar maior clareza, uma vez que a actividade associativa não está sujeita ao pagamento de impostos, nomeadamente em sede de IRC, mas a actividade comercial de prestação de serviços de contabilidade sim. Graciano Martinho prometeu, ainda, que na apresentação das contas de 2005 a demonstração de resultados passará a ser mais minuciosa, subdividida em todas as categorias para que os sócios saibam onde foi aplicado cada cêntimo. O desejo da direcção é tornar a gestão da ACIG ainda mais clara e transparente.
A reunião decorria em tom pacífico até à intervenção do sócio Hélder Castro, reputado empresário do sector contabilístico que levantou algumas dúvidas na apresentação das contas, considerando que as mesmas não respeitavam as normas do Plano Oficial de Contabilidade, o que gerou alguma confusão. Questionado sobre se, então, as contas da ACIG estariam ilegais, prontamente disse que não e que apenas tinha intervindo no sentido de ajudar e não para entrar em polémicas. Os três contabilistas ligados à ACIG presentes na reunião manifestaram posições diferentes relativamente às do sócio, pois as contas estavam a ser apresentadas aos associados e não ao Fisco, situação que obriga a outros documentos. No entanto, Hélder Castro afirmou ser de elogiar a autonomia financeira da associação empresarial, acima dos 50 por cento, em muito superior à média nacional.
No período de intervenções finais, a direcção foi questionada por Vitalino Figueiredo sobre o apoio dado ao desporto, conforme lera num jornal. Graciano Martinho explicou ter sido uma proposta do associado Francisco Fonseca para divulgar o Gondomar Sport Clube. Afirmando ser obrigação dos empresários apoiar o desporto local para que haja retorno ao fim-de-semana com a vinda de forasteiros que acompanham os jogos, disse estar em causa um valor muito pequeno. Luís Aguiar, presidente da Assembleia Geral, acrescentou ser ele próprio um grande investidor no desporto, “porque tem retorno garantido”, citando como exemplo o apoio que tem dado ao ciclismo, cujos principais atletas já têm comprado roupeiros a uma das suas firmas. O presidente da direcção lamentou, também, não existir um museu da ourivesaria em Gondomar, capaz de atrair visitantes, bem como o facto da maior parte do comércio estar encerrado ao fim-de-semana, não contribuindo para a dinamização do concelho e “empurrando” os consumidores para os centros comerciais.
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