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Acusa Graciano Martinho, em jantar com associados
“Poder político despreza experiência e trabalho dos empresários”
“Ninguém pense que se sai da crise com uma qualquer varinha mágica”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro. Sem políticas macroeconómicas “não se sai da crise”, garantiu aquele político que falava durante um jantar promovido pela Associação Comercial e Industrial de Gondomar (ACIG).

De acordo com o autarca, “não há empresário que possa ser feliz em tempo de crise, com problemas que ele próprio não os cria”, considerando que “o problema não está nos espaços comerciais, o que falta é consumidores com dinheiro para comprar”. “A recuperação da economia nacional passa pelas empresas”, disse Valentim Loureiro, apesar de reconhecer que “não estamos a viver uma crise económica isolada em Portugal”, porque se os trabalhadores não ganharem mais também não podem gastar nos comerciantes. Deixou palavras de consideração para com os empresários presentes e manifestou acompanhar “com preocupação o que se passa na área económica”, principalmente porque não começou “na política de cueiros”. Afirmou ainda a sua consideração pela ACIG, muito especialmente “desde que Graciano Martinho chegou à direcção”, altura em que a instituição terá evidenciado “mais actividade”. Terminou o seu discurso com o grito “Força, coragem, trabalho, vamos para a frente, vamos vencer!”.
O jantar, que reuniu cerca de 400 pessoas no pavilhão da Ala Nun’Álvares, em S. Cosme, serviu para a tomada de posse dos novos corpos gerentes recentemente eleitos, para homenagear os associados com mais de 25 anos de ACIG e para atribuição dos primeiros três prémios do concurso de montras de Natal, promovido pela instituição.
Ao empossar os diversos empresários, em representação das suas firmas, o presidente da Assembleia-geral, Luís Aguiar, considerou estar-se perante “uma cerimónia de relevância para a ACIG”, erguendo-se em 2005 “o maior dos desafios que até hoje se propôs”, referindo-se à construção do novo edifício sede, uma obra que elevará o património da ACIG para cerca de cinco milhões de euros, após a sua conclusão. Manifestou o seu “apoio total” à direcção liderada por Graciano Martinho, embora afirmando ir estar atento ao respeito pelos estatutos da ACIG. Segundo Luís Aguiar, a actividade da ACIG terá de contribuir para “que Gondomar deixe de ser um dormitório do Grande Porto”.
Também o presidente da Direcção, Graciano Martinho, considerou os empresários como “o motor da economia nacional”, apesar do “poder político desprezar a experiência e o trabalho dos empresários”. “Precisamos de novos treinadores para deixarmos de ser os piores da Europa”, disse recorrendo à linguagem futebolística, ao mesmo tempo que lamentou a actuação dos políticos relativamente ao pequeno comércio. O dirigente lembrou algumas substituições efectuadas na lista dos corpos gerentes, uns a pedido dos próprios por questões de saúde ou pessoais, outros “despedidos”, porque “pouco ou nada tinham a ver com o movimento associativo”. Graciano Martinho não esqueceu a importante doação de “um magnífico terreno”, “acrescido da promessa de apoio financeiro” efectuadas pela Câmara Municipal, salientando o facto da autarquia ter vindo a ser “um parceiro activo dos empresários de Gondomar”.

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