| Cerca de cinco centenas de empresários
assistiram à prelecção de Pedro Assunção,
director naquela instituição bancária, sobretudo
atentos aos principais temas económicos previstos para 2005.
O economista considera a evolução do preço
do petróleo, a sustentabilidade da recuperação
económica mundial e as perspectivas económicas relativamente
à evolução do mercado e política cambial
asiáticos, como aqueles factores que serão determinantes
na análise económica durante o ano de 2005.
No final da intervenção, que não mereceu qualquer
pergunta por parte dos empresários presentes, o presidente
da AIORN, Elói Viana, enalteceu a pertinência do evento
para os empresários da região.
O dirigente considera que “uma das fontes de receita das empresas
multinacionais reside na actividade junto dos mercados financeiros”,
não deslumbrando qualquer razão para que as pequenas
e médias empresas não possam, também, beneficiar
dessa aposta. Já o presidente da ACIG, Graciano Martinho,
aproveitou para criticar os gestores económicos “responsáveis
pela desacreditação dos mercados”.
Segundo este dirigente, a situação económica
mundial, “apesar de todos os problemas, continua bem melhor
do que em Portugal”, comparando as taxas de crescimento verificadas
nos Estados Unidos, no Japão e na Alemanha em tempo de crise
internacional, Banco Privado realiza seminário sobre mercados
financeiros com as registadas no nosso país. “O crescimento
económico nos EUA e no Japão é mais do dobro
da nacional”, afirmou.
Recorde-se que o BPP é a única entidade bancária
nacional que se dedica ao private banking, sendo actualmente o mais
capitalizado do mundo. Está presente em Portugal, Espanha
e Brasil, fazendo deste triângulo estratégico a base
da sua actividade.
Entre os responsáveis pelo BPP encontram- se Francisco Pinto
Balsemão e João Oliveira Rendeiro, entre outros nomes
sonantes da alta finança nacional. |