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ACIG CELEBRA 103º ANIVERSÁRIO COM JANTAR DE AMIGOS
A Associação Comercial e Industrial de Gondomar (ACIG) celebrou, no passado dia 29 de Agosto, a passagem de mais um aniversário. A centenária colectividade juntou, num conhecido restaurante de Gondomar, algumas dezenas de empresários e familiares para festejar os 103 anos da associação empresarial do concelho.

O presidente da associação, Graciano Martinho, não esqueceu a crise económica que se tem vindo a sentir, razão pela qual algumas pessoas não foram convidadas. No seu discurso, acutilante e incisivo, o empresário afirmou que “de há 30 anos para cá, pouco de bom se fez, com a agravante de que a maioria das oportunidades, devidamente apoiadas pela Comunidade Europeia, foram desperdiçadas”, nomeadamente “valores destinados ao nosso desenvolvimento, à criação de estruturas sólidas, para o futuro, não foram utilizados, a nosso ver, nas prioridades necessárias, como por exemplo, uma delas, no sector económico que bem apoiado nos traria a riqueza que para tudo daria, com certeza”. Sem esquecer a responsabilidade dos “nossos políticos, quantos deles, a leste da realidade do mundo real, o do esforço, do sacrifício, do trabalho e vida real da população”, segundo o dirigente “responsáveis, pela sua falta de capacidade, da situação actual em que vivemos”, Graciano Martinho conclui: “precisamos mais de trabalho e de mais acção do que conversa”.
Procurando dar o exemplo, a direcção da ACIG pretende encontrar “o rumo para o qual foi fundada, isto é, a da defesa intransigente dos interesses dos empresários, saliente-se, os seus associados, e, com uma estabilidade financeira invejável, prova evidente da firmeza e do sentido responsável dos empresários que a dirigem”. No entanto, o dirigente assegura que essa não tem sido uma missão fácil. “Quando tomamos posse dos cargos, como pensavam e pensam a grande maioria dos associados, também nós, pensávamos na necessidade de vir a, rapidamente, alterar o que, internamente, claramente estava menos bem e vir a dinamizar, com os mais variados movimentos, feiras, concursos, sorteios, colóquios, etc., a imagem da ACIG junto de todo o empresariado do concelho”. A direcção terá encontrado “a ACIG no meio de grande confusão, diga-se, de certa forma, até descaracterizada”, transformada numa “autêntica agência de contribuintes, ainda por cima, com uma prestação de serviços deficiente e servida com uma excessiva equipa de pessoal, sendo que, alguns deles, impreparados e com atitudes nada condizentes com as funções para que foram admitidos. Eram 16 ou 17, agora são oito que, a curto prazo, vão ter de provar serem os melhores, pois, caso contrário, garanto-vos, não ficaremos por aqui”, asseverou Graciano Martinho.
O dirigente criticou, também, a atitude revelada por alguns empresários que “depois de se servirem da nossa máquina, do nosso investimento, do trabalho carola da nossa direcção e ficarem com a divulgação e promoção à custa da nossa tesouraria, nos tenham abandonado, não sendo hoje, alguns deles, associados da ACIG”. Apesar disso, o êxito alcançado por algumas das melhores feiras realizadas em Gondomar fazem a ACIG sonhar num futuro bem mais risonho. A pensar nisso está a edificação de uma nova sede, em terreno doado pela autarquia aquando do centésimo aniversário. O projecto de arquitectura está já concluído e aprovado, tendo sido apresentada uma candidatura ao Ministério da Economia, através da Direcção-Geral do Comércio. As obras, orçadas em 850 mil euros, irão arrancar ainda durante este ano.
Antes de terminar o discurso, Graciano Martinho apontou as baterias para os opositores internos, alguns dos quais membros da direcção, que entretanto se demitiram. Em ano de eleições, o dirigente recorda os dez anos de vida associativa que já carrega aos ombros. “Estou farto de ser apontado por isto e por aquilo. Não estou para isso”, garante. “Perfilem-se os candidatos, podem estar certos de que quem se apresentar, reunir as condições ideais para dar continuidade, digna, aos desígnios da nossa Instituição, eu, podem estar certos, não lhe farei frente”, afirmou, no que foi secundado pelo presidente da Assembleia Geral, Luís Aguiar.

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